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A Dirofilariose Canina – Verme do coração

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem demonstrado grande interesse pela dirofilariose, dado seu caráter zoonótico, sua virulência, sua crescente prevalência e distribuição mundial. A Dirofilariose canina é uma doença potencialmente fatal que tem como agente etiológico o parasita nematóide Dirofilaria immitis. Os canídeos são seus hospedeiros definitivos habituais. O parasita é responsável por severas patologias cardio – respiratórias. A gravidade da doença está relacionada com o número de vermes, a duração da infecção e a resposta individual do hospedeiro.

O modo mais comum de transmissão da doença de um animal para outro é através da picada de mosquitos culicídeos. Lesões severas podem se desenvolver antes mesmo que os sinais sejam percebidos pelos proprietários dos animais. Se for cedo diagnosticada, a dirofilariose poderá ser tratada com sucesso, obtendo-se a cura sem sequelas. Em estágios mais avançados da doença, o cão ainda poderá ser tratado, porém, a recuperação total se torna mais difícil.

As cidades brasileiras, em sua maioria, apresentam condições ambientais e climáticas perfeitamente favoráveis ao vetor transmissor da doença, do mosquito, além de uma grande porcentagem populacional carente em higiene, saneamento básico e educação, podendo favorecer a manutenção de criatórios de mosquitos, por exemplo. Apesar de ser uma doença de zonas tropicais, de clima quente, como cidades costeiras e litorâneas, nos últimos anos a dirofilariose têm sido diagnosticada em áreas urbanas, afastadas do litoral, tanto no Brasil como em outros países. Isto demonstra que o risco de infecção está presente para qualquer animal assim como para qualquer região, principalmente se algum reservatório for introduzido à população local, e se nesta região houver fatores climáticos e sazonais favoráveis aos vetores, assim, o ciclo de vida do parasita passa a acontecer com facilidade e vários cães poderão ser afetados.

A expansão da doença e o aumento do número de cães infectados também se devem ao fato de muitos proprietários viajarem com os seus cães para regiões endêmicas, e estes, ficarem expostos aos mosquitos infectados sem serem submetidos a nenhum tipo de profilaxia, retornando aos seus pontos de origem como fontes de infecção. É importante salientar que se trata de uma zoonose, e, portanto, um motivo de preocupação não somente para com os animais, mas também com o homem.

Como a maioria dos cães parasitados não apresenta a doença, isto é, são assintomáticos, a possibilidade de uma detecção precoce leva á elevada chance de cura, evitando também que o cão infectado fique com seqüelas ou venha a se tornar um reservatório da doença.

A prevenção pode ser feita com a tomada de comprimidos mensais ou através de injeções. Estes tratamentos têm como objetivo a eliminação das formas larvares da Dirofilaria transmitidas pelos mosquitos, evitando que estas evoluam para parasitas adultos.

Já existe no mercado um medicamento injetável que pode ser administrado a partir dos 6 meses de idade, sendo que para a realização deste protocolo medicamento preventivo é necessário à realização de exame sorológico para dirofilariose previamente a aplicação.

Fale com o seu Médico Veterinário sobre esta doença e quais as melhores formas de proteger o seu pet.

 

 

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